Em ano de quebra de safra, cana perde espaço na matriz energética brasileira

Matéria-prima foi responsável por 16,4% da oferta interna e registrou primeira queda em três anos na quantidade de energia; geração total por fontes renováveis também caiu

  • 27/6/2022 10:34
  • Ester Agroindustrial
  • Ester Agroindustrial

O Brasil é um dos países que mais utiliza fontes renováveis em sua matriz energética. Ainda assim, em 2021, a parcela de energia sustentável ficou em 44,7%, uma queda de 3,7 pontos percentuais ante 2020, quando foi de 48,4%. O resultado ficou abaixo até mesmo do registrado em 2019, de 46,1%.

Responsável pela maior parte da energia renovável gerada no país, a cana-de-açúcar somou um volume energético de 49,4 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (Mtep) em 2021, queda de 10% na comparação anual o primeiro decréscimo em três anos. Na série histórica, a última vez que o volume de energia gerada pela biomassa de cana ficou abaixo de 50 Mtep foi em 2017.

Os dados foram compilados no Balanço Energético Nacional (BEN), realizado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), coordenada pelo Ministério de Minas e Energia (MME).

De acordo com o relatório, a biomassa de cana ainda é a fonte renovável que engloba a maior parcela da matriz energética, com 16,4%. O resultado representa uma queda de 2,7 pontos percentuais ante a porcentagem de 2020, de 19,1%.

Este é o menor resultado desde 2013, quando a biomassa representou 16,1% da energia fornecida. Ainda assim, o total de 2021 fica levemente acima da meta de 16% estabelecida pelo governo para 2030 como parte dos compromissos assumidos no Acordo de Paris.

Desde o início da série histórica, em 2006, os resultados variaram entre 14,6% e 19,1%.

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- Oferta energética do etanol e do bagaço de cana
- Geração de energia por fontes renováveis e não-renováveis
- Formação da matriz energética nacional
- Consumo de energia por fonte
- Consumo de energia por setor: transportes, indústria e energético 

Fonte: NovaCana


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