Consumo de hidratado até julho supera por pouco volume de um ano antes

No mês, participação de mercado do renovável no ciclo Otto caiu para 21,57%

  • 8/9/2021 11:10
  • Ester Agroindustrial
  • Ester Agroindustrial


Superando a marca dos 10 bilhões de litros, o consumo acumulado de etanol hidratado entre janeiro e julho deste ano foi levemente superior ao mesmo período de 2020, quando o biocombustível sofreu uma derrubada em sua demanda por conta da pandemia de coronavírus.

O volume adquirido pelo consumidor brasileiro, portanto, passou de 10,48 bilhões de litros (em gasolina equivalente) para 10,57 bilhões de litros no período mais recente, ampliação de 0,95%. Ainda assim, ele ficou distante dos 12,63 bilhões do acumulado de janeiro a julho de 2019, ano em que o consumo pelo renovável estava aquecido neste comparativo, a redução foi de 16,25%.

As informações até julho deste ano foram divulgadas na última terça-feira, 31, pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Analisando o consumo do mês, a demanda pelo hidratado atingiu 1,37 bilhão de litros, 6,9% acima dos 1,28 bilhão de junho, mas 9,54% inferior a julho de 2020, quando o consumo foi de 1,51 bilhão de litros.

Além disso, a preferência pelo consumidor pelo etanol em detrimento da gasolina também caiu pelo terceiro mês consecutivo. Em julho, 21,57% do montante abastecido com combustíveis do ciclo Otto foi com o renovável um mês antes, o percentual tinha sido de 22,05% e, um ano antes, de 26,38%. Este também é o resultado mais baixo desde abril de 2018, quando o indicador foi de 21,24%.

A baixa competitividade do etanol também é visível nos postos. Em julho, o biocombustível custou, em média, 74,4% do valor da gasolina, um resultado acima do limite considerado economicamente favorável ao consumo de etanol, de 70%. No levantamento semanal mais recente, referente a 15 a 21 de agosto, o índice foi de 75,5%, indicando que a participação do renovável na frota do ciclo Otto pode cair ainda mais.

Com isso, a gasolina C ganha espaço. Até julho deste ano, foram demandados 21,31 bilhões de litros do combustível fóssil, 9,63% acima de um ano antes e 1,85% abaixo do acumulado de 2019.

No mês, o volume subiu dos 3,2 bilhões de litros de junho para 3,51 bilhões em julho, crescimento de 9,95%. Enquanto isso, a elevação anual foi de 17,87%.

No total, o consumo de combustíveis do ciclo Otto no mês aumentou de 4,1 bilhões de litros para 4,48 bilhões, ampliação de 9,27% no comparativo com junho. No acumulado, o incremento foi 7,24%, passando de 26,85 bilhões para 28,79 bilhões de litros. 


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