Em busca de rentabilidade, usinas otimizam processos de cogeração de energia

Baixo nível do reservatório das hidrelétricas aumenta a demanda pela geração elétrica de biomassa

  • 8/9/2021 10:49
  • Ester Agroindustrial
  • Ester Agroindustrial

Monitoramento de consumo na planta, recuperação e modernização de equipamentos, osmose reversa e a transferência de uma caldeira com modificação de sistema foram temas abordados durante a 9ª SINATUB Caldeira, Vapor e Energia Otimização na Cogeração, promovida pelo JornalCana, ontem (24). Sob a mediação do jornalista e diretor do ProCana, Josias Messias, o webinars foi patrocinado pelas empresas AxiAgro, Buckman e S-PAA Soteica.

A cogeração em operação comercial no Brasil já conta com 639 usinas, representando 18,81 GW de capacidade instalada o que corresponde a 10,8% da matriz elétrica brasileira (174,7 GW). Deste total, 62,4% representam a cogeração a partir da biomassa da cana-de-açúcar. Para se ter uma ideia, ao longo de 2020 a cogeração apresentou um incremento de 233 MW (+1,2%). As informações fazem parte de um levantamento mensal da Associação da Indústria da Cogeração de Energia (Cogen). 

Nesse cenário, otimizar a cogeração significa também obter maior rentabilidade para as usinas.

No webinar, Fernando Mello, gerente de projetos corporativos da Tereos, afirmou que a metodologia utilizada pelo grupo monitora o consumo energético da planta. "É um tipo de visualização de gráficos de análise que nos ajuda a identificar os três principais tipos de fontes de consumo energético. Uma atrelada ao ritmo de produção da planta; a outra atrelada à engenharia da planta, ou o projeto da planta em si; e o outra atrelado à performance", informa.

Já Guilherme Morais, coordenador de geração de vapor e utilidades da SJC Bioenergia, comentou que fizeram um retrofit de uma caldeira de 250 para 270 toneladas. Além disso, a empresa tem um projeto de direcionamento dos gases, onde é melhorado o fluxo desses gases na parte interna da caldeira, identificando pontos de oportunidades e onde era possível ter melhor fluxo e estabilizar mais a operação.

Para modernizar a caldeira e ampliar a produção de vapor a usina investiu R$ 4.900.000,00 promovendo o aumento da superfície de queima, sistema de retirada de fuligem (CSC), mudança dos exaustores após captador de fuligem, elevando assim a produção de vapor para 270 ton/h.

Luiz Fernando Bezerra, consultor técnico Buckman, palestrou sobre a influência da qualidade da água na operação e eficiência energética das caldeiras. "As técnicas de controle de osmose reversa, com normalização online tem sido aplicadas pela Buckman em usinas, produzindo melhor qualidade de água e garantido bom ciclos de concentração na caldeira e automaticamente alta eficiência energética e sustentabilidade financeira para o negócio", afirmou.

O gerente industrial da Usina Santa Adélia, Luiz Fernando Cremonez, falou sobre a transferência e a potencialização de uma caldeira que estava instalada na Santa Adélia unidade Pioneiros para Pereira Barreto. "Fizemos a transferência, seguida de algumas modificações. Instalamos um leito fluidizado borbulhante e um precipitador eletrostático no lugar de um tradicional lavador de gases, com algumas modificações também na geometria em área, garantindo assim, uma melhor performance da caldeira", explicou. 

Por Andréia Vital

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